segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vikings chegaram à América bem antes de Colombo

Os vikings chegaram ao Novo Mundo cinco séculos antes de Colombo - não há mais dúvida sobre isso. O mistério é como e por que eles o abandonaram, menos de 50 anos antes da "descoberta" oficial dos espanhóis

Após semanas perdidos no Atlântico, Bjarni Herjólfsson e sua tripulação desembarcaram na Groenlândia, aos trapos. Ele procurava pelos pais, que haviam embarcado com Eric, o Vermelho, para colonizar a ilha. Entre reclamações dos infortúnios da viagem, na qual ficaram perdidos em meio a nevoeiros e foram jogados para cima e para baixo por tempestades, Bjarni tinha uma revelação: havia descoberto a América. 

Para além de pilhagens e conquistas, perder-se no mar era um dos esportes favoritos dos vikings. A própria Groenlândia havia sido descoberta algumas décadas antes por outro viking perdido no Atlântico e explorada por Eric, o Vermelho, enquanto curtia um exílio de três anos por assassinato. Eric então batizou a ilha de "Terra Verde" (Groenland) para atrair colonos. A publicidade não era tão enganosa: no verão, nasce musgo e capim nos fiordes (braços de mar). E havia peixes, renas, morsas, focas e ursos polares por perto, que era o que interessava aos vikings.

Bjarni não desceu à terra em nenhum ponto da viagem e não fazia ideia da importância da descoberta. Tampouco os outros vikings: nem então, nem pelos séculos que viriam, eles entenderam que aquelas terras eram um continente desconhecido do resto do mundo. De tudo o que Bjarni falou, só uma palavra chamou a atenção: "árvores". Ele avistou árvores nas terras a sudoeste da Groenlândia. Os navios dependiam de madeira e os vikings dependiam dos navios. Não havia árvores na Groenlândia - e foi como se ele houvesse encontrado petróleo. Assim, o filho mais velho de Eric, Leif, comprou o navio do explorador acidental e partiu para o sudoeste com 35 homens. Era o ano de 999, e começava a primeira tentativa europeia de colonização da América. 

Morte e vida americana 

O primeiro local avistado, a Ilha de Baf-fin, no Canadá, não pareceu muito promissor. Só havia gelo e pedras. Leif desceu do navio, só para garantir que fosse o primeiro a pôr os pés no local, e batizou a ilha de Hellulland, "terra da pedra chata". Continuando a viagem, chegou à península de Labrador, onde achou as prometidas árvores, e batizou o lugar de Markland, "terra da floresta". Na Ilha de Newfoundland, fizeram um acampamento permanente, com casas grandes de pedra e madeira, e continuaram a exploração. Um dia, um escravo de Eric apareceu com um achado surpreendente: uvas, coisa que os vikings só conheciam de países do sul da Europa. Eram da espécie Vitis labrusca (as conhecidas uvas niágara), ruins para vinho, boas para comer. Leif batizou o lugar de Vinland - terra da uva - e, na volta, carregou seu navio com as frutas. Em sua primeira viagem à América, os vikings acharam uvas, árvores, salmões, clima temperado e belas paisagens canadenses. Era um começo promissor. 


Quando Leif retornou à Groenlândia, seu irmão, Thorvald, preparou a segunda viagem, que começou em 1004. Após dois anos sem incidentes, Thorvald explorava um fiorde quando topou com uma visão inesperada: três botes de pele, cada um com três homens, se aproximando do navio. Era o primeiro contato entre europeus e nativos da América, e não acabou melhor que os posteriores: os vikings capturaram oito dos nove homens e os mataram (sem explicar o motivo). O sobrevivente fugiu. Os europeus continuaram a exploração e toparam com o que pareciam habitações. Não tiveram tempo de se certificar. Dezenas de botes surgiram no fiorde e começaram a disparar flechas contra eles. 

Thorvald foi atingido embaixo do braço e morreu pouco depois. Seu último pedido foi que marcassem sua sepultura com duas cruzes, pois era cristão. Mesmo com a baixa, os nórdicos chamaram os nativos de skraeling, algo como "fracotes". Sobre a identidade dos skraeling, Hans Christian Gullov, do Museu Nacional da Dinamarca, afirma que poderiam tanto ser índios beothuk quanto paleo-esquimós da cultura Dorset, ambos extintos por outros povos americanos. 

Fora as matanças, as notícias não pareceram ruins para o comerciante Thorfinn Karlsefni. Ele se casou com a viúva de Thorvald, Gudrid, e organizou a terceira expedição. Karlsefni também encontrou os skraeling, desta vez no acampamento em Vinland. Os nativos espalharam objetos sobre o chão, dando a entender que queriam comércio. As mulheres trouxeram queijo e manteiga, o negócio foi aceito, e os grupos se separaram sem incidentes. Apesar da promessa de paz, Karlsefni construiu paliçadas em volta do acampamento. Durante o inverno, chegou o filho do casal, o primeiro descendente de europeus a nascer na América. Na outra estação, os índios reapareceram. Um deles tentou roubar uma arma de um servo de Karlsefni, que reagiu à moda viking, com a espada - o incidente deu início a uma batalha, mas os vikings conseguiram expulsar os nativos e se bandear de volta para a Groenlândia. 

Houve uma quarta e última expedição. Dessa vez, os vikings não precisaram de ajuda dos skraeling para morrer. A filha de Eric, Freydis, se desentendeu com os integrantes de uma equipe rival, dizendo que só ela podia usar os prédios do acampamento, propriedade de seu irmão. Os rivais se conformaram em fazer mais casas. Após outra discussão, Freydis resolveu matar todo mundo - quando seus subalternos recusaram-se a executar as mulheres, ela pediu um machado e resolveu a situação sozinha. Matar índios não merecia comentário, mas, dessa vez, o relato não ignorou que o ato foi visto como um grande mal na Groenlândia, uma mancha na reputação dos descendentes de Freydis. Assim, entre serem mortos pelos nativos ou por eles mesmos, os nórdicos deixaram a colonização do Novo Mundo para outros europeus, séculos depois. Mas não foi o fim de sua presença na América. 

1 Explique porque Bjarni Herjólfsson    foi parar na América: (3  linhas)

2. Descreva as principais queixas de Bjarni Herjólfsson durante a viagem para a América: (6  linhas)

3. Descreva as viagens de Thorvald à Groelândia ( 4 linhas)

4. Descreva a morte de Thorvald: ( 4 linhas)

5 Descreva a viagem de Thorfinn Karlsefni á América: (4 linhas)
6 Comente a última expedição Vicking a América ( 4 linhas)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA

A história é a ciência que estuda a vida do ser humano através do tempo. Ela investiga o que os seres humanos fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo.
O historiador é o profissional que investiga as fontes históricas e escreve os textos de história a partir destas fontes. Ele descobre e analisa as fontes históricas a respeito de um tema a ser pesquisado. Depois ele lê o que outros pesquisadores escreveram sobre o tema estudado, por fim escreve seu próprio texto.   

Declaração de independência dos Estados Unidos  
Fonte Histórica” é tudo aquilo que, produzido pelo ser humano ou trazendo vestígios de sua interferência, nos permite um acesso à compreensão do passado humano. Neste sentido, são fontes históricas tanto os já tradicionais documentos textuais (crônicas, memórias, registros cartoriais, processos criminais, cartas legislativas, obras de literatura, correspondências públicas e privadas e tantos mais) como também quaisquer outros que possam nos fornecer um testemunho ou um discurso proveniente do passado humano, da realidade um dia vivida e que se apresenta como relevante para o Presente do historiador.

QUESTÕES

1.    Explique o que é a disciplina de história ( 2 linhas):
2.    Defina a função do historiador: (2 linhas)
3.    Descreva o trabalho do historiador (3 linhas)

A história é feita por homens, mulheres, crianças, ricos e pobres; por governantes e governados, por dominantes e dominados, pela guerra e pela paz, por intelectuais e principalmente pelas pessoas comuns, desde os tempos mais remotos. A história está presente no cotidiano e serve de alerta à condição humana de agente transformador do mundo.
Ao estudar a história nos deparamos com o que os homens foram e fizeram. Isso nos ajuda a entender o que somos o que podemos ser e fazer. Assim, a história é a ciência do passado e do presente, mas o estudo do passado e a compreensão do presente não acontecem de uma forma perfeita, pois não temos o poder de voltar ao passado e ele não se repete. Por isso, o passado tem que ser “recriado”, levando em consideração as mudanças ocorridas no tempo. As informações recolhidas no passado não servirão ao presente se não forem recriadas, questionadas, compreendidas e interpretadas.
A história não se resume à simples repetição dos conhecimentos acumulados. Ela deve servir como instrumento de conscientização dos homens para a tarefa de construir um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

Questões
  1. 1.    Cite os personagens que fazem parte da história mencionando os principais: (mínimo 2 linhas)


2.    Explique porque é importante estudar história (mínimo 4 linhas)




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Atividades Alta Idade Média.

1.     Mencione 03 causas para o enfraquecimento do Império Romano durante o século III d.C: (mínimo: 3 linhas; p. 12)
2.     Uma das consequências do enfraquecimento do Império Romano foi o Colonato. Esse sistema de trabalho tinha como principal característica: (p. 12)
A.    (   ) Os pequenos proprietários de terra tiveram que vender suas terras e se tornaram escravos.
B.    (   ) Os pequenos proprietários de terra passaram a vender seus produtos nas cidades.
C.    (   ) Os pequenos proprietários de terra passaram a receber pequenos porções de terra para trabalhar. Eles deveriam entregar parte do produto de seu trabalho para os donos das terras.
D.    (   ) Os grandes proprietários de terra passaram a vender pequenos porções de terra. Eles recebiam seu pagamento em moedas de ouro.

3.     Descreva as características dos seguintes períodos da Idade Média:
A.    Alta Idade Média: (mínimo 2 linhas; p.12) _
B.    Baixa Idade Média (mínimo 2 linhas; p.12) 

4.     A partir do século III o Império Romano passou por uma crise político - econômica. As modificações que ocorreram levaram à formação de uma sociedade com características próprias, conhecida como sociedade medieval. Sobre o período da Alta Idade Média (do século V ao X), Quanto a formação da Europa Medieval, é correto afirmar que:
  

A.    (   ) Os povos que ocuparam o Império Romano mantiveram o território de Roma unido sobre o controle de um único rei
B.    (   ) Chamados de “bárbaros”, os povos germânicos, criaram várias cidades que se enriqueceram através do comércio.
C.    (   ) A chegada das tribos germânicas foi fundamental para a o fortalecimento da escravidão em Roma.
D.    (   ) O cristianismo se enfraqueceu a partir do século IV, e se tornou uma religião sem importância alguma nesse período.

5.     Descreva a relação entre a Igreja Católica e unificação dos povos francos: ( 2 linhas; p. 15)
6.      
A.    Assinale V para as alternativas corretas e F para as falsas: (páginas 15, 16 e 17)
a. (   ) Clóvis foi o primeiro rei franco a se tornar cristão.
b.(   ) Pepino, o Breve expulsou os árabes muçulmanos da Europa ao vence – los na batalha de Poitiers.
c. (   ) Durante o reinado de Carlos Magno os francos perderam grande parte de seus territórios.
d.(   ) Carlos Magno incentivou a educação dos filhos da nobreza e a reprodução de textos clássicos gregos e latinos.

B.    Corrija as falsas: (mínimo 2 linhas por alternativa corrigida)

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

6º ANO - Atividades de Revisão de conteúdos: Tempo e temporalidade.

ATIVIDADE AVALIATIVA DE REVISÃO DE CONTEÚDOS

1.               Explique o objetivo de estudo da disciplina de História: (mínimo 2 linhas.)
2.               

a.      Transforme de anos para séculos:
   i.    123 dC: 
  ii.    1000 dC: 
 iii.    2001 dC: 
 iv.    200 a.C:

b.    Descreva o ano em que começa e o ano em que termina os séculos a seguir:  
i.    Século VIII:
ii.    Século XIV
iii.    Século X:
iv.    Século XIX
3.      
a.     Leia os documentos históricos  (fontes) abaixo e assinale a alternativa correta:
Fonte 1

Fonte 2



A.     
















NOS ITENS ABAIXO ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 

 a..        Podemos afirmar que o documento 1 se trata de uma:

       i.    (   ) Fonte escrita.
      ii.    (   ) Fonte não escrita.
     iii.    (   ) Fonte sonora.
    iv.    (   ) Fonte oral.

           b.          Podemos afirmar que o documento 2 se trata de uma:

       i.    (   ) Fonte escrita.
      ii.    (   ) Fonte não escrita.
     iii.    (   ) Fonte sonora.
    iv.    (   ) Fonte oral.
 4.     Defina o termo fonte histórica: (mínimo 2 linhas).
5.     Assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas:
  (   )  O geógrafo é o profissional que pesquisa as fontes históricas para entender a forma de pensar, ser e agir das pessoas que viviam no pass
  (   ) Todas as sociedades humanas possuem uma mesma cultura por isso todos os países do mundo seguem o calendário cristão.
  (    ) Cultura é a forma de ser, pensar e agir de um povo.
  (   ) A história é dividida tradicionalmente em Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade contemporânea.
    6. Tranforme as  alternativas falsas da questão anterior em verdadeiras:
Objetivos: Através desta atividade o educando demonstrará que:
  1. Compreende o objetivo de estudos da História.
  2. Define uma fonte histórica.
  3. Entende a influência da cultura  na formação do senso de tempo e temporalidade.

















quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Texto e atividades sobre A Era Vargas.


A Era Vargas

 No ano de 1930, ocorrem grandes mudanças no Brasil. O presidente Washington Luís foi deposto por uma revolução liderada por Getúlio Vargas, que pôs fim à República Velha e deu início à chamada Era Vargas. A campanha eleitoral para a sucessão do presidente Washington Luís provocou a divisão da oligarquia dominante e foi o estopim da revolução que derrubou a República Velha. Washington Luís, ligado à oligarquia de São Paulo, indicou como sucessor o paulista Júlio Prestes, que garantiria a continuidade da política de valorização do café.
     Os mineiros, que esperavam a indicação de Antonio Carlos, presidente de Minas Gerais (na época, o dirigente do Estado não se chamava governador, mas sim presidente), romperam sua aliança com São Paulo. E, com o Rio Grande do Sul e a Paraíba, criaram um novo partido, a Aliança Liberal, que lançou a candidatura de Getúlio Vargas, ex-ministro da Fazenda e presidente do Rio Grande do Sul. O candidato a vice-presidente era o paraibano João Pessoa. A Aliança Liberal concentrou suas forças nos grandes centros urbanos, buscando, assim, a adesão da burguesia industrial, do operariado e dos líderes tenentistas. Em março de 1930, Júlio Prestes foi declarado vencedor das eleições, mas a ala mais radical da oposição, alegando fraude eleitoral, iniciou a organização de um movimento para derrubar Washington Luís. Em julho do mesmo ano, o assassinato de João Pessoa, no Recife, contribuiu para dar mais força à oposição. Tropas do Rio Grande do Sul marcharam em direção ao Rio de Janeiro. No Nordeste, a rebelião teve à frente Juarez Távora. O presidente Washington Luís foi deposto (24 de outubro). Formou-se uma junta militar (Tasso Fragoso, Mena Barreto e Isaías de Noronha), e, no dia 3 de novembro, Getúlio Vargas assumiu o poder.

Era Vargas   -    No decorrer dos quinze anos em que governou o Brasil, Getúlio foi chefe do Governo Provisório(1930-1934); presidente eleito por via indireta de um governo constitucional (1934-1937) e ditador no Estado Novo (1937-1945).


Governo Provisório (1934 a 1937)
Teve como objetivo reorganizar a vida política do país. Neste período, o presidente Getúlio Vargas deu início ao processo de centralização do poder, eliminando os órgãos legislativos (federal, estadual e municipal).
Diante da importância que os militares tiveram na estabilização da Revolução de 30, os primeiros anos da Era Vargas foram marcados pela presença dos “tenentes” nos principais cargos do governo e por esta razão foram designados representantes do governo para assumirem o controle dos estados, tal medida tinha como finalidade anular a ação dos antigos coronéis e sua influência política regional.
Esta medida consolidou-se em clima de tensão entre as velhas oligarquias e os militares interventores. A oposição às ambições centralizadoras de Vargas concentrou-se em São Paulo, onde as oligarquias locais, sob o apelo da autonomia política e um discurso de conteúdo regionalista, convocaram o “povo paulistano” a lutar contra o governo Getúlio Vargas, exigindo a realização de eleições para a elaboração de uma Assembléia Constituinte. A partir desse movimento, teve origem a chamada Revolução Constitucionalista de 1932.
Mesmo derrotando as forças oposicionistas, o presidente convocou eleições para a Constituinte. No processo eleitoral, devido o desgaste gerado pelos conflitos paulistas, as principais figuras militares do governo perderam espaço político e, em 1934 uma nova constituição foi promulgada.
A Carta de 1934 deu maiores poderes ao poder executivo, adotou medidas democráticas e criou as bases da legislação trabalhista. Além disso, sancionou o voto secreto e o voto feminino. Por meio dessa resolução e o apoio da maioria do Congresso, Vargas garantiu mais um mandato.

Governo Constitucional (1934 – 1937)

Nesse segundo mandato, conhecido como Governo Constitucional, a altercação política se deu em volta de dois ideais primordiais: o fascista – conjunto de ideias e preceitos político-sociais totalitário introduzidos na Itália por Mussolini –, defendido pela Ação Integralista Brasileira (AIB), e o democrático, representado pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), era favorável à reforma agrária, a luta contra o imperialismo e a revolução por meio da luta de classes.
A ANL aproveitando-se desse espírito revolucionário e com as orientações dos altos escalões do comunismo soviético, promoveu uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas. Em 1935, alguns comunistas brasileiros iniciaram revoltas dentro de instituições militares nas cidades de Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).    Devido à falha de articulação e adesão de outros estados, a chamada Intentona Comunista, foi facilmente controlada pelo governo.
Getúlio Vargas, no entanto, cultivava uma política de centralização do poder e, após a experiência frustrada de golpe por parte da esquerda utilizou-se do episódio para declarar estado de sítio, com essa medida, Vargas, perseguiu seus oponentes e desarticulou o movimento comunista brasileiro. Mediante a “ameaça comunista”, Getúlio Vargas conseguiu anular a nova eleição presidencial que deveria acontecer em 1937. Anunciando outra calamitosa tentativa de golpe comunista, conhecida como Plano Cohen, Getúlio Vargas anulou a constituição de 1934 e dissolveu o Poder Legislativo. A partir daquele ano, Getúlio passou a governar com amplos poderes, inaugurando o chamado Estado Novo.

Estado Novo (1937 – 1945)

No dia 10 de novembro de 1937, era anunciado em cadeia de rádio pelo  presidente Getúlio Vargas o Estado Novo. Tinha início então, um período de ditadura na História do Brasil.
Sob o pretexto da existência de um plano comunista para a tomada do poder (Plano Cohen) Vargas fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como "Polaca" por ter sido inspirada na Constituição da Polônia, de tendência fascista.
O Golpe de Getúlio Vargas foi organizado junto aos militares e teve o apoio de grande parcela da sociedade, uma vez que desde o final de 1935 o governo reforçava sua propaganda anti comunista, alarmando a classe média, na verdade preparando-a para apoiar a centralização política que desde então se desencadeava. A partir de novembro de 1937 Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu seus inimigos políticos, adotou medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política trabalhista com a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), publicou o Código Penal e o Código de Processo Penal, todos em vigor atualmente. Getúlio Vargas foi responsável também pelas concepções da Carteira de Trabalho, da Justiça do Trabalho, do salário mínimo, e pelo descanso semanal remunerado.
O principal acontecimento na política externa foi a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial contra os países do Eixo, fato este, responsável pela grande contradição do governo Vargas, que dependia economicamente dos EUA e possuía uma política semelhante à alemã.  A derrota das nações nazi fascistas foi a brecha que surgiu para o crescimento da oposição ao governo de Vargas. Assim, a batalha pela democratização do país ganhou força. O governo foi obrigado a indultar os presos políticos, além de constituir eleições gerais, que foram vencidas pelo candidato oficial, isto é, apoiado pelo governo, o general Eurico Gaspar Dutra.
Chegava ao fim a Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.

Atividades

01. No ano de 1930, ocorre uma grande mudança na História do Brasil. Explique essa mudança: 
02. Comente  as três fases do governo Vargas:
03. Analise a frase, “com a dissolução do Congresso Nacional, das Assembleias Estaduais e das Câmaras Municipais, interventores foram nomeados para os Estados, com amplos poderes,” e responda se o governo provisório de Vargas era democrático ou não e justifique sua resposta:
04. Cite algumas leis trabalhistas criadas logo após a Revolução de 1930:


atividades governos populistas no Brasil (1945 a 1964)



  1. Explique o que é Populismo: ( Mínimo 2 linhas) 
  2. Sua campanha eleitoral teve como símbolo a Vassourinha, para varrer a corrupção. Seu governo ficou caracterizado por medidas excêntricas, como a proibição do biquíni e os "bilhetinhos", para expedir suas ordens. Aproximou - se dos países comunistas e aos sete meses de governo, renunciou alegando ser pressionado pelas "Forças Ocultas". O texto acima, refere -se a: 

a. ( )Jânio Quadros;
b. ( ) Eurico Gaspar Dutra;
c. ( ) Fernando Collor de Mello;
d. ( ) Tancredo Neves
e. ( ) Getúlio Vargas

3. O lema "50 anos de Progresso em 5 anos de governo "teve como uma característica o domínio do Mercado interno brasileiro por parte das grandes mpresas multinacionais que se instalaram no país, sob a presidência de :
a. ( ) Juscelino Kubitscheck.
b. ( ) Getúlio Vergas.
c. ( ) General Eurico Gaspar Dutra.
d. ( ) Jânio Quadros.
e. ( ) General João Figueiredo.
4. Descreva três leis da Constituição de 1946: (mínimo 4 linhas):

5. Observe a imagem:





Charge acima retrata que
a. ( )Vargas era um presidente que defendia a democracia.
b. ( )Vargas tomava atitudes em seu governo de cunho populista, mas não de forma democrática.
c. ( ) Getúlio não obteve popularidade com as medidas tomadas em seu governo.
d. ( )Getúlio governou de forma