domingo, 16 de agosto de 2015

A Conjuração Mineira

A Conjuração Mineira, também conhecida como Inconfidência Mineira, foi um movimento de caráter separatista, ocorrido em Minas Gerais no ano de 1789, cujo principal objetivo era libertar parte do Brasil do domínio português. O lema da Conjuração Mineira era “Liberdade, ainda que tardia”.





Principais integrantes da Conjuração Mineira (inconfidentes):

- Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) – alferes, minerador e tropeiro
- Claudio Manuel da Costa – poeta
- Inácio José de Alvarenga Peixoto – advogado
- Tomás Antônio Gonzaga – poeta
- Francisco de Paula Freire de Andrade – coronel
- Carlos Correia – padre
- Oliveira Rolim – padre
- Francisco Antônio de Oliveira Lopes - coronel

Principais causas:


- Exploração política e econômica exercida por Portugal sobre sua principal colônia, o Brasil;
- Derrama: caso uma região não conseguisse pagar 1500 quilos de ouro para Portugal, soldados entravam nas casas das pessoas para pegar bens até completar o valor devido;
- A proibição da instalação de manufaturas no Brasil.

Objetivos principais:
- Obter a independência do Brasil em relação a Portugal;
- Implantar uma República no Brasil;
- Liberar e favorecer a implantação de manufaturas no Brasil;
- Criação de uma universidade pública na cidade de Vila Rica.

A Questão da Escravidão
Não havia consenso com relação à libertação dos escravos. Alguns inconfidentes, entre eles Tiradentes, eram favoráveis à abolição da escravidão, enquanto outros eram contrários e queriam a independência sem transformações sociais de grande impacto.



O fim da Conjuração Mineira
O movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis ao governador da província, em troca do perdão de suas dívidas com o governo. Os inconfidentes foram presos e condenados. Enquanto Tiradentes foi enforcado e teve seu corpo esquartejado, os outros foram exilados na África.



Extraído de: http://www.historiadobrasil.net/resumos/conjuracao_mineira.htm em 16/08/2015.

A Conjuração Baiana


Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular ocorrida na Bahia em 1798. Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.

Causas
- Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais e alimentos. Além disso, reclamavam da carência de determinados alimentos.
- Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana.

Objetivos
- Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;
- Defendiam a implantação da República;
- Liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;
- Liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e também da escravidão;
- Aumento de salários para os soldados.

Líderes


- Um dos principais líderes foi o médico, político e filósofo baiano Cipriano Barata.
- Outra importante liderança, que atuou muito na divulgação das ideias do movimento, foi o soldado Luís Gonzaga das Virgens.
- Os alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus do Nascimento.

Quem participou
- O movimento contou com a participação de pessoas pobres, letrados, padres, pequenos comerciantes, escravos e ex-escravos.


A Revolta
A revolta estava marcada, porém um dos integrantes do movimento, o ferreiro José da Veiga, delatou o movimento para o governador, relatando o dia e a hora em que aconteceria.
O governo baiano organizou as forças militares para debelar o movimento antes que a revolta ocorresse. Vários revoltosos foram presos. Muitos foram expulsos do Brasil, porém quatro foram executados na Praça da Piedade em Salvador.
- A Conjuração Baiana é também chamada de Revolta dos Alfaiates, pois muitos destes profissionais participaram do movimento.




Extraído de: http://www.historiadobrasil.net/conjuracao_baiana.htm em 16/08/2015.

ATIVIDADE AVALIATIVA COMPLEMENTAR CONJURAÇÕES MINEIRA E BAIANA.


1.    Descreva a importância dos seguintes fatos que contribuíram para o agravamento da crise política entre Brasil e Portugal no final do século XVII:
    1. A independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa:  (pg. 162: mínimo 2 linhas)
    1. A Revolução Industrial: (pg.162: mínimo 2 linhas)
  1. Nas questões abaixo, assinale com X a alternativa correta:
A.        Quanto a situação econômica de Portugal durante o século XIX: (página 163)
a.     (   ) Era muito confortável, pois os cofres portugueses estavam repletos de ouro retirado da região das minas no Brasil.
b.    (  ) Era muito confortável, pois os cofres portugueses estavam repletos de ouro conseguido graças da venda da cana de açúcar.
c.     (   ) Estava difícil pois Portugal havia perdido o controle da Holanda, além de sofrer com a queda do preço da cana de açúcar.
d.    (   ) Estava difícil pois Portugal havia perdido o controle da Espanha, além de sofrer com a queda do preço da prata.
B.    Entre as medidas tomadas pelo Marques de Pombal podemos citar: (página 165)
a.     (  ) A arrecadação de uma cota mínima de 100 arrobas de ouro por ano para a coroa portuguesa; transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro; concessão de cargos políticos para parte da elite mineira para compensar o descontentamento com a Coroa.
b.    (  )  A diminuição de impostos;  transferência da capital do Brasil de Salvador para Brasília.
c.     (  )  A arrecadação de uma cota mínima de 100 arrobas de ouro por ano para a coroa portuguesa;  transferência da capital do Brasil de Salvador para Brasília.
d.    (  ) A arrecadação de uma cota mínima de 100 arrobas de ouro por ano para a coroa portuguesa; concessão de cargos políticos para parte da elite mineira para compensar o descontentamento com a Coroa.
  1. Descreva os seguintes impostos: (caderno)
    1. Derrama: 
    1. Quinto
4.                 A Conjura Baiana de 1798, conhecida também por Revolução dos Alfaiates, foi a mais popular rebelião do período colonial, entre outros motivos, por propor: (página 169)
a.    (   ) a emancipação de Portugal, a instauração de uma Monarquia Constitucional e a manutenção do pacto colonial;
b.    (   ) a emancipação de Portugal, a instauração de uma Monarquia Constitucional, a continuidade da escravidão e a liberdade de comércio;
c.    (   ) a emancipação de Portugal, a instauração de uma República, a continuidade da escravidão e a manutenção das restrições ao comércio;
d.    (   ) a emancipação de Portugal, a instauração de uma República, o fim da escravidão e a liberdade de comércio;
e.    (   ) a emancipação de Portugal, a manutenção do Pacto Colonial, o fim da escravidão e a formação de um exército luso-brasileiro.

  1. Compare as conjurações mineira e baiana (objetivos; envolvidos; desfecho) (mínimo 4 linhas): 


domingo, 9 de agosto de 2015

2ª Segunda Guerra Mundial - Parte 1 (Antecedentes) - Mundo História - ENEM

HITS DO CHICO: Segunda Guerra Mundial - História Cantada

A infância entre os astecas

A infância entre os Astecas


A educação das crianças astecas parece ter sido uma das principais preocupações dos astecas. Ela era essencialmente prática, mas também severa. As crianças frequentavam escolas e havia a possibilidade de ascensão social para os que quisessem entrar para o exército ou para o clero. Pais e tutores castigavam as crianças que, na visão deles, não queriam estudar. Essas crianças podiam ser arranhadas com espinhos ou obrigadas a respirar fumaça de uma fogueira onde queimavam pimentas vermelhas.
A formação dos futuros cidadãos era feita em dois tipos de escolas: o telpochcalli, onde as crianças aprendiam as artes da guerra; o calmecac, para o ensino da religião e das artes. O primeiro provavelmente terá servido os cidadãos livres do povo, o segundo para a nobreza.

Eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e acreditavam que se o sangue humano não fosse oferecido ao Sol, a engrenagem do mundo deixaria de funcionar. Por essa razão eles ofereciam dois tipos de sacrifícios.  Crianças eram dedicadas a Tlaloc: Uma eram sacrificadas crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o deus proveria. Os sacerdotes astecas chegavam a sacrificar até duzentas crianças em um dia. 


Referências:

Atividades
1.     Descreva a importância e as características da educação das crianças astecas:

2.       Escreva sobre a maneira como eram punidas, as crianças astecas que não gostavam de estudar.  

3.     Elabore um comentário sobre os dois modelos de escola asteca:
.
4.     Comente o sacrifício de crianças no culto asteca:
 
5.      Elabore  um texto de no mínimo 5 linhas comparando a infância dos astecas com a infância em nossos dias:



domingo, 21 de junho de 2015

Revolução Francesa


REVOLUÇÃO FRANCESA

INTRODUÇÃO

A Revolução Francesa aconteceu a partir do ano de 1789, no qual se desenrolam seus acontecimentos decisivos. De acordo com alguns autores, ela marcou o início da chamada Idade Contemporânea Para se entender a Revolução Francesa é necessário conhecer um pouco da situação econômica e social da França do século XVIII.
Até o século XVIII, a França era um estado em que vigia o modelo do absolutismo monárquico. Os franceses  não eram cidadãos de um Estado Democrático Constitucional, como hoje é comum em todo o mundo ocidental, mas eram súditos do rei.


A Sociedade Francesa


Dentro da estrutura do Estado Absolutista, havia três diferentes estados nos quais a população se enquadrava: o primeiro estado era representado pelos bispos do Alto Clero; o segundo estado tinha como representantes a nobreza, ou a aristocracia francesa – que desempenhava funções militares (nobreza de espada) ou funções jurídicas (nobreza de toga); o terceiro estado, por sua vez, era representado pela burguesia, que se dividia entre membros do Baixo Clero, comerciantes, banqueiros, empresários, os sans-cullotes (“sem calções”), trabalhadores urbanos, e os camponeses, totalizando cerca de 97% da população.
Ao longo da segunda metade do século XVIII, a França se envolveu em inúmeras guerras, como a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), contra a Inglaterra, e o auxílio dado aos Estados Unidos na Guerra de Independência (1776). Ao mesmo tempo, a Corte absolutista francesa, que possuía um alto custo de vida, era financiada pelo estado, que, por sua vez, já gastava bastante seu orçamento com a burocracia que o mantinha em funcionamento. Soma-se a essa atmosfera duas crises que a França teria que enfrentar: 1) uma crise no campo, em razão das péssimas colheitas das décadas de 1770 e 1780, o que gerou uma inflação 62%; e 2) uma crise financeira, derivada da dívida pública que se acumulava, sobretudo pela falta de modernização econômica – principalmente a falta de investimento no setor industrial.
Os membros do terceiro estado (muitos deles influenciados pelo pensamento iluminista e pelos panfletos que propagavam as ideias de liberdade e igualdade, disseminados entre a população) passaram a ser os mais afetados pela crise. No fim da década de 1780, a burguesia, os trabalhadores urbanos e os camponeses começaram a exigir uma resposta do rei e da Corte à crise que os afetava, bem como passaram a reivindicar direitos mais amplos e maior representação dentro da estrutura política francesa.

Os Estados Gerais e a Assembleia Constituinte

A Reunião dos Estados Gerais
Em julho de 1788, houve a convocação dos Estados Gerais, isto é, uma reunião para deliberação sobre assuntos relacionados à situação política da França. Nessa convocação, o conflito entre os interesses do terceiro estado e os da nobreza e do Alto Clero, que apoiavam o rei, se acirraram. O rei então estabeleceu a Assembleia dos Estados Gerais em 5 de maio de 1789, com o objetivo de decidir pelo voto os rumos do país. Entretanto, os votos eram por representação de estado. Sendo assim, sempre o resultado seria dois votos contra um, ou seja: primeiro e segundo estados contra o terceiro. Fato que despertou a indignação de burgueses e trabalhadores.
A burguesia, que liderava o terceiro estado, propôs em 10 de junho uma Assembleia Nacional, isto é, uma assembleia para se formular uma nova constituição para a França. Essa proposta não obteve resposta por parte do rei, da nobreza e do Alto Clero.

A Revolução

Em 17 de junho, burgueses, trabalhadores e demais membros do terceiro estado se declararam em reunião para formulação de uma constituição, mesmo sem a resposta do primeiro e do segundo estado. Ao mesmo tempo, começava um levante popular em Paris e outro entre os camponeses. A Revolução se iniciou.
Em 14 de junho de 1789, a massa de populares tomou a Bastilha, a prisão que era símbolo do Antigo Regime e, em 4 de agosto, a Assembleia Nacional instituiu uma série de decretos que, dentre outras coisas, cortava os privilégios da nobreza, como a isenção de impostos e o monopólio sobre terras cultiváveis. A Assembleia institui a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, que reivindicava a condição de cidadãos aos franceses e não mais de súditos do rei. Em setembro de 1791 foi promulgada a nova constituição francesa, assegurando a cidadania para todos e pressionando o monarca Luís XVI a aceitar seus critérios.

A Monarquia Constitucional

 Essa constituição previa ainda a igualdade de todos perante a lei, o voto censitário, a confiscação das terras eclesiásticas, o fim do dízimo, a constituição civil do clero, dentre outros pontos. A partir deste momento, a França revolucionária esboçou o seu primeiro tipo de novo governo, a Monarquia Constitucional, que durou de 1791 a 1792.
A ala mais radical da Revolução, os jacobinos (que haviam participado da Assembleia Constituinte, sentando-se à esquerda do plenário e opondo-se aos girondinos que se posicionavam à direita), defendiam uma ampliação da perspectiva revolucionária, cuja proposta era não se submeter às decisões da alta burguesia, que se articulava com a nobreza e o monarca. Os jacobinos queriam radicalizar a pressão contra os nobres e o clero, e instituir uma República Revolucionária, sem nenhum resquício da Monarquia.Prevendo a ameaça que vinha dos rumos que a Revolução tomava, o rei Luís XVI articulou um levante contra – revolucionário com o apoio das monarquia austríaca e prussiana. Em 1792, a Áustria invadiu a França e essa declarou guerra àquela. A população parisiense, após saber dos planos do rei, invadiu o palácio real de Tulleries e prendeu o rei e sua família. O Rei e sua esposa, Maria Antonieta, tiveram suas cabeças decepadas pela guilhotina em 1793 e a Monarquia Constitucional chegou ao seu fim no mesmo ano.

A República do Terror e a Contra Revolução


Com o fim da Monarquia Constitucional, houve também a dissolução da Assembleia Constituinte e a Convenção Nacional de um novo parlamento. O período da convenção se caracterizou pela forte presença do radicalismo jacobino comandando a Revolução, momento que se tornou conhecido como a fase do Terror (sobretudo por conta do uso indiscriminado da guilhotina como máquina da morte). Nomes como Robespierre, Saint-Just e Danton figuram entre os principais líderes jacobinos. Em 1795, a burguesia conseguiu retomar o poder e, através de uma nova constituição, instituir uma nova fase à Revolução, chamada o Diretório, órgão composto por cinco membros indicados pelos deputados. Mas a partir deste mesmo ano a crise social se tornou muito ampla na França, o que exigiu um contorno político mais eficaz, sob pena da volta da radicalização jacobina.
Um dos mais jovens e destacados generais da Revolução, Napoleão Bonaparte, era o nome esperado pela burguesia para dar ordem à situação política francesa. Em 1799, ao regressar do Egito à França, Napoleão encontrou um cenário conspiratório contra o governo do Diretório. Foi neste cenário que ele passou a figurar como ditador, inicialmente, dando o golpe de 18 de Brumário (segundo o calendário revolucionário), e depois como imperador da França. O Período Napoleônico durou de 1800 a 1815 e mudou o cenário político do continente europeu, ao passo que expandiu o ideal nacionalista para várias regiões do mundo.



Atividades
1.     Descreva a composição da sociedade Francesa  no século XVIII: (mínimo 5 linhas)
2.     Podemos apontar como uma das principais causas da Revolução Francesa:
a.     (   ) As guerras de conquistas promovidas e comandadas por Napoleão Bonaparte.
b.     (   ) A grande influência da burguesia e dos trabalhadores urbanos no sistema político da França.
c.     (   ) As fraudes eleitorais que existiam na França durante as eleições para monarca e ministros.
d.     (   ) A revolta de grande parte da população francesa (burguesia, camponeses e trabalhadores urbanos) gerada pelas injustiças sociais promovidas pela monarquia absolutista.

3.     Comente a crise enfrentada pela monarquia francesa no final do século XVIII:  (mínimo 3 linhas.)
4.     Sobre o contexto histórico da França pré-revolução, é verdadeiro afirmar que:
a.     (   )  O clero e a nobreza possuíam muitos privilégios, entre eles a isenção tributária (não pagavam impostos).
b.     (   ) A estrutura social da população francesa não era estratificada.
c.     (   ) Havia igualdade de direitos, sendo que não havia camadas sociais privilegiadas.
d.     (   ) Não havia pobreza, nem miséria, pois existia uma justa distribuição de renda.

5.      Descreva o período da República do Terror: (mínimo 4 linhas)